quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Barbacenia macrantha (Velloziaceae)

Local: Distrito de Cardeal Mota - Santana do Riacho - MG - Brasil
Família: Velloziaceae
Espécie: Barbacenia macrantha
Nome popular: ...



Foto obtida logo após uma queimada! Leia o texto abaixo!!!

Barbacenia macrantha é uma espécie herbácea pertencente à família Velloziaceae, endêmica dos campos rupestres da Cadeia do Espinhaço, com ocorrência restrita ao estado de Minas Gerais, Brasil . Habita afloramentos quartzíticos e solos litólicos, pobres em nutrientes, em altitudes elevadas da Serra do Cipó e regiões adjacentes.

O epíteto específico macrantha deriva do grego "makros" (grande) e "anthos" (flor), referindo-se às suas flores notavelmente grandes em comparação com outros membros do gênero. As flores apresentam coloração vermelha ou avermelhada, variando do escarlate ao vináceo, tépalas conspícuas e vistosas, adaptadas à polinização por beija-flores e abelhas de grande porte.

Ecologicamente, a espécie apresenta adaptações típicas das Velloziaceae dos campos rupestres do Espinhaço: folhas coriáceas, recurvadas e frequentemente espinescentes, que reduzem a perda hídrica; caules suculentos revestidos por bainhas fibrosas persistentes (resultantes de folhas antigas), que atuam como reservatórios de água e proteção contra o fogo; e raízes com velame (tecido morto espesso), essenciais para a absorção de umidade atmosférica durante a longa estação seca.

A espécie é tolerante a queimadas esporádicas, rebrotando rapidamente após o fogo. Estudos fitoquímicos identificaram na planta o composto ácido ailtônico, um tetranorneoclerodano com potencial bioativo (significa que é uma indicação de promessa científica, não uma comprovação de efeito. O composto está disponível para estudos futuros que possam confirmar ou refutar sua utilidade farmacológica - inclusive no tratamento de câncer - ou ecológica. Devido à sua distribuição restrita e ao apelo ornamental de suas flores vermelhas, Barbacenia macrantha está sujeita à pressão de coleta predatória e à degradação de seu habitat por incêndios frequentes e atividades minerárias, sendo considerada prioritária para conservação in situ nas áreas protegidas da Cadeia do Espinhaço.

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