Nome popular: Sempre-viva
Paepalanthus bromelioides é uma espécie herbácea perene da família Eriocaulaceae, endêmica dos campos rupestres da Cadeia do Espinhaço, em Minas Gerais, Brasil, com ocorrência registrada na Serra do Cipó entre 800 e 1.300 m de altitude . Ocorre em solos oligotróficos e bem drenados dos afloramentos quartzíticos, típicos do Cerrado de altitude .
Sua morfologia apresenta convergência notável com bromélias — daí o epíteto bromelioides — com folhas canaliculadas dispostas em roseta que formam um tanque central (fitotelmata) capaz de acumular água da chuva . A base das folhas possui tricomas e estruturas epidérmicas especializadas que sugerem capacidade de absorção hídrica e nutricional .
A espécie é considerada protocarnívora, pois se beneficia de nutrientes derivados de animais capturados em seu tanque, embora não possua enzimas digestivas próprias . Estudos isotópicos demonstraram que a planta obtém nitrogênio de fezes de aranhas predadoras (como Latrodectus geometricus), carcaças de insetos e cupins . Aranhas habitam frequentemente as rosetas, enquanto as raízes são envolvidas por ninhos de térmitas (pelo menos quatro gêneros), que contribuem com nutrientes via decomposição .
A assinatura isotópica de ¹⁵N de P. bromelioides é significativamente superior à de plantas não carnívoras da mesma área, confirmando a absorção de nitrogênio de fontes animais — contribuição estimada em até 19% a partir de fezes de aranhas . Essa estratégia representa uma adaptação à extrema pobreza nutricional dos solos dos campos rupestres do Espinhaço.



ResponderExcluirColegas:
Não é Paepalanthus bromelioides!
Celso
Celso Lago-Paiva
GEOI - Instituto Pró-Endêmicas (IPEn)
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