Local: Serra do Cipó (APA Morro da Pedreira)
Arquivo fotográfico de famílias, gêneros e espécies do Campo Rupestre da Serra do Espinhaço. Este blog tem o objetivo de auxiliar as pessoas que se aventuram pelos campos rupestres na tarefa de identificar os espécimes observados. Agradecemos as contribuições, em especial no que se refere à identificação taxonômica ou nomenclatura popular. Autores: OLIVEIRA JUNIOR, Ramon Lamar / SILVA, Andreia Aparecida Costa. Este blog faz parte do Multiverso de Ramon Lamar.
sexta-feira, 3 de abril de 2026
Kielmeyera rubriflora (rosa-do-campo)
quinta-feira, 2 de abril de 2026
Drosera (Planta Carnívora)
Local: Serra do Cipó (APA Morro da Pedreira)
quarta-feira, 1 de abril de 2026
Chamaecrista ochnacea (Fabaceae)
Família: Fabaceae
A espécie distingue-se pela variação na coloração das flores entre suas diferentes variedades. A variedade-tipo, C. ochnacea var. ochnacea, apresenta pétalas amarelas . Já a variedade purpurascens (do latim, "que se torna púrpura") destaca-se por suas pétalas alaranjadas ou vermelho-alaranjadas, com sépalas vermelhas, sendo considerada planta ornamental . As demais variedades (speluncae, mollis e latifolia) também apresentam pétalas amarelas .
A espécie cresce sobre afloramentos quartzíticos, com folhas coriáceas e persistentes. As inflorescências são racemos terminais e a polinização é realizada por abelhas. Os frutos são legumes lineares com sementes elípticas. Devido à distribuição restrita e à pressão de incêndios frequentes e mineração, a espécie é considerada prioritária para conservação.
sexta-feira, 6 de março de 2026
Paepalanthus speciosus (sombreiro)
Família: Eriocaulaceae
Gênero: Paepalanthus speciosus
Nome popular: Chuveirinho, sombreiro, sempre-viva
A espécie é popularmente conhecida como sombreiro, chuveirinho ou sempre-viva — nomes que remetem ao formato globoso e alvo da inflorescência, que pode atingir até 60 cm de diâmetro, sustentada por longo escapo ereto de 1 a 2,5 m de altura . Quando múltiplas hastes emergem de um mesmo ponto, a inflorescência adquire aspecto de "chuveirinho", característica ornamental marcante. A floração ocorre entre maio e julho .
Ecologicamente, a espécie apresenta notável adaptação aos regimes de queimada dos campos rupestres do Espinhaço. Estudos demonstram que suas sementes toleram choques térmicos de até 70°C por 30 minutos — temperatura típica do solo durante incêndios — sem comprometer a germinação . Além disso, o fotoblastismo (necessidade de luz para germinar) não é alterado pelo calor, evidenciando estratégia adaptativa ao fogo.
A taxonomia da espécie é complexa. Após revisão filogenética de 2010, P. speciosus e suas variedades (como var. chlorocephalus, var. glaber, var. angustifolius e var. pulverulentus) foram sinonimizadas sob Paepalanthus chiquitensis . No entanto, o nome P. speciosus persiste na literatura e no comércio de flores secas. Atualmente, populações estão preservadas em unidades de conservação como o Parque Estadual do Biribiri (Diamantina-MG) e a Serra da Canastra .
quinta-feira, 5 de março de 2026
Paepalanthus polyanthus (sempre-viva)
Família: Eriocaulaceae
Gênero: Paepalanthus polyanthus
Nome popular: Sempre-viva, chuveirinho, bem-casado
A planta apresenta crescimento lento e arquitetura em roseta, podendo atingir 90 cm de altura e cerca de 30 anos de idade. Sua característica mais notável é o ciclo de vida semélparo — floresce uma única vez e morre em seguida. As inflorescências originam-se do meristema apical, e o evento reprodutivo determina a morte do indivíduo.
Incêndios antrópicos frequentes na Serra do Cipó induzem florações em massa nas populações de P. polyanthus. Após a queima, a chance de reprodução aumenta drasticamente, alcançando 100% em indivíduos com altura ≥ 30 cm. Cada planta produz milhares de sementes liberadas simultaneamente. O fogo remove a densa cobertura de gramíneas e libera nutrientes, tornando o ambiente temporariamente favorável ao estabelecimento de plântulas.
Acredita-se que o fogo tenha favorecido a evolução da semelparidade na espécie. Indivíduos sobrevivem por longos períodos até a ocorrência de um incêndio, concentrando toda a reprodução em um único evento. Após a morte e decomposição das plantas parentais, os nutrientes retornam ao solo, beneficiando as plântulas em ambiente pobre e seco. Taxonomicamente, a espécie foi reclassificada como Actinocephalus polyanthus por Sano (2004), mas o nome original permanece amplamente aceito.

















